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Mostrando postagens com o rótulo Me faz chorar e é feito pra rir

Por trás dos olhos

Fecho os olhos e sinto tua respiração quente ao tocar meus lábios, tua barba por fazer me arranha levemente a face, deslizando da orelha ao pescoço, o que me faz arrepiar suavemente. De olhos abertos, mergulho no mar dos teus, que hoje brilham feito céu estrelado, reluzindo feito a lua nas águas verdes dos mares. Teus dedos embrenham-se pelos meus cabelos, descendo até a nuca, em um toque carinhoso e pretensioso que me faz viajar. Teus braços fortes me enlaçam em um ninho de proteção e desejo e eu sinto teu coração bater acelerado junto ao meu, num compasso não ritmado, mas completo. É quando não te pertenço que me sinto tua, e é só quando sou tua que me reconheço de verdade. Gosto da curva maliciosa que se faz no teu sorriso e da combinação contrária dos teus cabelos tão escuros que caem desalinhados por entre teus olhos tão claros. Gosto quando chega sem avisar, envolto num sorriso e braços largos. Gosto, especialmente, quando chega. O sol entrou rasgando pelo quarto, sacudindo ...

Mentira

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É mentira que você se perdeu de nós, que nessas idas e vindas do tempo você deixou tudo pra trás e que também ficou pra trás. Honestamente, devo confessar que não sei nada de mim, tampouco sei de você. O que sei é que você mente, como talvez eu também minta, pra se proteger, pra tentar esquecer, fugir, não pensar, pra não aceitar reviver cada detalhe bonito que restou, aos pedaços, da nossa história. É mentira que não somos nós que passamos pelos seus olhos feito filme em preto e branco nos vários flashbacks meio turvos que te acontecem depois de umas e outras. Somos nós pelas ruas, pelas praças, nos cartões de natal, nas cartas quilométricas, nas letras piegas de músicas que nem são mais nossas, somos nós nas constelações que buscávamos todas as noites bem estreladas. É mentira que nossa história é digna de filme, que fomos o casal perfeito e mais lindo da galáxia. Caminhamos de mãos dadas, afrouxando o aperto algumas vezes. Tropeçamos e andamos meio tortos. Buscamos e vivemos ...

É dela minha calma, é teu o meu verso

Quando a lua se mostra, o céu se descortina. As estrelas se dispersam para, juntas, brilharem. É só dela a beleza da noite, é dela a minha inspiração. Às vezes, sinto vontade de ir até lá, ver se o mundo, lá de cima, também é bonito, também rouba suspiros.. ver se o teu encanto, moço, resolve por lá ficar. Mas, daqui debaixo, por entre o sal que lava meu rosto, eu olho pra lua, tão perfeita, tão amada, e só penso em você. A perfeição da noite é dela, mas os meus pensamentos são seus. Talvez seja clichê demais te dizer tudo isso, mas, sempre que me pego pensando assim, no meio da noite, debaixo do céu, descubro que a todo instante era você. Era só você. E aí meu coração aperta e vai diminuindo até quase sumir; e eu só consigo cerrar os olhos e sentir as batidas mais aceleradas gritarem por dentro e, por fora, a grama gelada faz um carinho nas costas das minhas mãos. De repente, abro os olhos novamente e ela continua ali, linda, a me sorrir como se quisesse me dizer que a beleza das...

Pretérito mais-que-perfeito

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Pessoas marcantes, quando vão embora, deixam uma ferida aberta no coração. — Talvez ela não acredite, mas sinto falta. Falta da implicância com minha barba por fazer, dos cabelos pelo quarto, da música escrota que ela ouvia e coreografava aos risos pra me roubar atenção, falta da escova de dentes ali ao lado da minha. Falta dela no meu travesseiro. Talvez ela custe (ou se recuse eternamente) a acreditar que ainda gosto dela. Ainda rolo pela cama de olhos abertos e embargados em meio às recordações não mais tão vívidas na memória. Nem tudo tem que ser fácil – agora isso faz sentido. Ouço aquela música (uma das poucas) que me faz chorar e mergulho no sal que é a saudade quando inunda a alma, quando encharca por dentro e transborda por fora levando tudo feito uma onda gigante, afogando minha felicidade. Acendo um cigarro na tentativa de queimar cada sorriso que escorre em gotas pelo meu rosto, cada flash que confunde minha retina e te reproduz em cada esquina, em cada passo, em cad...

De ontem em diante

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Ando bastante ocupada ultimamente, o que me rouba vários momentos de inspiração ou textos escritos mentalmente sem tempo de ir para o papel. Mas, no meio disso tudo, lembrei de você. Vai parecer um tanto piegas o que vou te dizer agora, mas, ontem, olhei pro céu e lembrei de você. E isso não é só uma forma de encaixar uma coisa bonita dentro de um texto vazio. Lembrei de nós dois em tantas noites estreladas procurando por constelações. Tão logo avistei as Três Marias e demorei um pouquinho mais para encontrar o Cruzeiro do Sul, o que me fez pensar que, caso estivesse aqui comigo, teria sido mais rápido. O que me fez pensar, aliás, que faz tempo você não está aqui comigo e, embora tudo parecesse ser mais difícil, na verdade não era. A gente tem mania de só querer ver o que quer ver. Foi isso que eu fiz por muito tempo. Mas, ainda ontem, do alto da escadaria, com uma noite linda descortinando à frente, eu pude ver mais do que sua falta, seu lugar. Eu vi a vida e o mundo à volta - lind...

Quase

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Tentei levar nossa relação (se tivermos uma, claro) de uma forma nem-aí, mas parece que não tenho tido muito êxito. Sempre fui um fracasso nessas coisas. Várias vezes repeti pra mim mesma: calma-que-não-é-isso quando parava pra pensar em tudo. Não consigo dizer que te amo porque, na verdade, eu não acho que te amo. Ainda prefiro crer que aquela vontade que eu senti de não deixar você ir embora na noite passada foi só um breve momento de carência, loucura ou alguma coisa do tipo. Percebi que alguma coisa mudou quando derramei a primeira lágrima pensando em você. Parece patético. Ok, foi patético, na verdade, confesso. Pensei em você e em tudo o que foi e, principalmente, o que não foi porque não deu tempo de ser. Quando vi, caía a primeira lágrima. Chorei por não poder te amar e não poder ser amada da forma que um dia já pretendemos. Seria muito incrível se não fosse tão trágica essa nossa mania de se desencontrar. Decorei um texto todo pra te dizer, sem ponto, nem vírgula. S...

Pela metade

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Ultimamente tenho te visto em rostos que não são seus. Chego mais perto e minha visão fica meio turva, meio confusa, meio vazia, perdida no nada do tudo à minha volta. Esbarro em pessoas pelas ruas. Já não sei pra onde vou. Já não sei pra onde quero ir. Descanso as pernas no banquinho de madeira e acendo um cigarro observando as luzes acesas da cidade que vive lá embaixo apesar de. E o mundo aqui dentro parece que deu um time , parece que cansou. O vento bate no meu rosto e bagunça meu cabelo sem corte, parece trazer teu perfume. Parece trazer você. A palha vai queimando... Lentamente, vai queimando... por dentro e por fora. Finos feixes de sol invadem meu quarto, antes, nosso. No banheiro, a escova de dentes junto à minha, um sutiã jogado no canto, ao lado, e cabelos pelo chão. Me olho no espelho. Minha imagem sente dó de mim. Não faz tantos dias que ela se foi. Abro a janela e deixo o dia nascer pra mim cheio de cores, embora eu ainda seja noite, ainda seja dores. A poesia t...

Sei lá

Foi a cena mais romântica, mais bonita e mais doída que eu já vivi: minhas lágrimas molhando o teu rosto devagarzinho, teu abraço me roubando do resto do mundo, teu coração batendo bem do lado do meu. É, porque existem coisas lindas e doloridas ao mesmo tempo, agora sei. Existem, sim, coisas bonitas que fazem a gente chorar, não de felicidade nem, tampouco, de tristeza. Só chorar. Palavras que expliquem, ah, isso não tem não. Você e seu sorriso de sol. Você e sua mania desgraçada de brincar de vai-e-volta. Você e sua arte de aparecer do nada e bagunçar um tudo qualquer que, não interessa, mas demorei a construir. Aceito seus motivos, mas jamais as suas desculpas. Não te entendo, mas isso, realmente, seria querer demais. Prefiro deixar tudo nesse rolo sem fim e atirar essa droga toda bem no meio de um mar qualquer bem distante daqui. Sabe, achar o fio que desenrola essa meada já não me interessa mais. Foi o encontro mais bonito, o mais inesperado e o mais doído, com certeza. Foi a...

Amor-mesmo

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A gente sabe que é amor quando não sente mais vontade de ir embora do abraço. Quando o colo vira ninho, a companhia vira riso e a alegria vira verso. É quando o laço vira nó e não desata. Amor, amor-mesmo, a gente [re]conhece de longe, a gente avista na curva. E não adianta, a gente não consegue fugir, não consegue fingir, não consegue desviar. Amor, amor-mesmo é quando a gente se doa – e se dói , de vez em quando. É quando as bocas se encaixam e não perdem o jeito, apesar de. É quando os corpos conversam, se atraem e dançam em sincronia não ensaiada. É quando o ritmo não se perde, mesmo que a música não toque com frequência. A gente sabe que é amor quando a falta sobra pelos cantos da casa, quando a cama – larga – é pequena pra caber tanta ausência. A gente sabe, embora ache que não. Amor é quando você levanta de madrugada e vai correndo escrever, é quando esse amor todo transborda no peito e escorre pelo papel. Amor, amor-mesmo, é quando a gente não sabe nem explicar, é quand...

Bobice...

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— Que horas são? — Oi? — Que horas são? — Nem tão cedo pra você ir embora, nem tão tarde pra decidir ficar. E aí? — Ah, para. Suas piadinhas não ficam bem de café da manhã. — Tudo bem, zangadinha. — Sério, que horas são? — Oito da manhã. Bom pra você? — Há quanto tempo você ‘tá’ aí? — Como assim? — Há quanto tempo você ‘tá‘ acordado? — Tempo suficiente pra perceber que você fala algumas coisinhas enquanto dorme e sorri enquanto sonha. — Droga! — Que foi? — Nada... — Hum. — Desculpa por tudo. — Tudo o quê? — Tudo! Tudo que eu fiz e, principalmente, o que não fiz nos últimos tempos. Eu sei que fui muito... ah, sei lá... Desculpa! — Ah... Não, não chora, amor! Nós fomos dois idiotas. Eu fui o mais idiota. Assim fica melhor? — Não, você não foi. — Fui, você sabe. — Não! — Eu te amo. — Eu também, mas... — Mas? — Muita coisa mudou desde que tudo perdeu o rumo e fomos para lados totalmente opostos. — Eu sei. Mas tudo pode mudar de nov...

02:41

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Perdi o sono, me perdi num mar salgado por entre as letras das nossas músicas, que ficaram pra trás. Apesar de tudo, de tudo mesmo, me bateu uma falta de você nessa madrugada. Disquei seu número e apaguei umas quinze vezes no visor do meu celular. Dezesseis vezes e uma chamada. Duas. Você atende. Silêncio. Nossas respirações. Vinte e dois segundos e um filme em preto e branco pelos olhos. Chamada encerrada. Um choro guardado. 02:41. De vez em quando eu te vejo aqui nessas minhas insônias, feito um vulto distante sempre a se afastar, e aí eu te procuro em algum lugar por onde andei e não sei como voltar. Essa noite bateu uma saudade e a merda dessa TPM aliou-se contigo numa batalha de lembranças pra me derrotar. Perdi. Eu sinto sua falta. Pra falar a verdade, eu sinto muito a sua falta. Nunca fiquei tanto tempo longe de você. Não sei se ainda te amo, amor não deve ser isso. Mas, se não for, deve passar bem perto. Eu sei é que essa madrugada meu sono foi pra perto de você e me trouxe...

Entre café e uns tragos de cigarro

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Paz. Só queria um pouco de paz, mais um gole de café e você ali dormindo enquanto rabisco esses trabalhos intermináveis de fim de semestre à meia luz da escrivaninha. Eu gosto de ver você dormindo enquanto escrevo qualquer coisa. Se fumasse, acenderia um cigarro agora e pararia de escrever. Eu gosto dessas noites calmas, de brisa bem leve, cortina balançando, eu, meus papéis, você dormindo o sono dos inocentes. Sinto falta disso. E olho do lado e você não está lá, não bagunçou minha cama nem deixou a toalha molhada na cabeceira, não molhou meu espelho nem, irritavelmente, reclamou dos meus cabelos na escova de pentear. Nem consigo escrever direito o que havia começado. Duas palavras e travo. Só queria um pouco de ar, um pouco de sono e você aqui pra me fazer dormir. Mas, me afogo em tudo que, inutilmente, me ponho a fazer. Me atolo em papéis e discursos infindáveis de como-não-cair-em-prantos enquanto deposito meus rabiscos de um jeito qualquer no canto do quarto em letras mancha...

Divã

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¾  Um tempo. Achei que seria a melhor solução no momento pra nós dois. Ou, pelo menos, seria o necessário. Muita coisa mudou, sabe, depois das merdas que ele andou fazendo. Eu já não sou mais a mesma. Nem ele. Tentei, e muito, adiar esse momento, mas não deu. Nossos limites estouraram e, no meio de todos esses destroços, a gente se perdeu. ¾ De novo? Foi o que eu perguntei a ela. Mais um final mal resolvido e mais um tempo indeterminado onde a gente fica longe se cobrando, maldizendo e discutindo, como se estivéssemos juntos. Eu só queria que ela soubesse que eu fiz mesmo muitas merdas. Eu sei, eu sei que não foram poucas e que não faz lá muito tempo. Mas eu só queria que ela soubesse que eu já paguei um preço bem caro por isso: estraguei o nosso amor. E é nisso que penso todas as noites – e ela não sabe. ¾  Quando a gente se conheceu? Ah, nem lembro direito como tudo começou. Quando me dei conta, já era tudo isso sem a gente nem perceber. E, sem querer, foi. É. E...

Bloco de Notas

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Evito escrever, às vezes. Mas, hoje não consegui. Hoje, não resisti ao ícone do Bloco de Notas me chamando na barra de tarefas: vem-que-eu-sei-que-você-me-quer. É, te preciso, talvez. Sempre que estou meio down, evito escrever. Sei que não vai sair nada legal, não vai sair nenhum texto bacana, nem nada que vá me trazer boas recordações no futuro – bem próximo, aliás. Mas, sabe, se me perguntarem o porquê nem eu sei dizer, acho. Nem Freud é capaz de me explicar, meu bem. Tem dias que a gente cansa de tudo - e de muitas outras coisas também. E até a brisa leve de toda tarde, que antes acalmava, ficou chata de repente. De tanto ser delicada, deixou de acalentar. Santa Chuva vai tocando no meu repertório mental e eu chovo por dentro – de sal. Tem dias de sereno fino que se tornam tempestade. Chove aqui por dentro e, lá fora, as estrelas riem para a lua, como quem convida - me convida. Amanhã vem o sol. Eu sei. Mas, hoje é frio. E ainda chove. Tem noites que a gente só precisa de...

E enquanto o amor não vem?

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E o que fazer enquanto o amor não vem? O que fazer enquanto ele se esconde de mim? O que fazer dos nossos desencontros e da nossa falta de atenção? A gente sempre se pergunta e não ouve nenhuma resposta. A gente tem mania de apressar as coisas, mania de fantasiar e sonhar e querer demais. Aí espera. E espera mais um pouco. Até cansar e voltar a esperar. Porque quem espera pelo amor nunca perde a esperança. Se o meu príncipe encantado quiser largar o cavalo manco no meio do caminho e vir correndo eu não me importo. Se quiser deixar pra lá todos esses clichês, eu nem ligo. Enquanto espero o meu amor chegar, eu vou imaginando ele do jeitinho que ele é e, mesmo que ele não seja exatamente igual ao que imagino, tudo vai fazer sentido quando a gente se encontrar. A gente vai se encontrar. Mas, enquanto ele não vem, eu o invento do jeito que quiser e rabisco e pinto o seu sorriso na última folha do meu caderno, brinco com seu jeito de menino atrapalhado e me perco dentro do seu abraço...

Do que se foi...

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Apertei o play naquela música proibida e chorei. Chorei saudade, tristeza, alívio e tormento. Chorei nós dois, nossos risos e nossas dores. Chorei o tempo que se foi e o tempo que está. Hoje me permiti esvaziar. Pois é, não deu, feito letra de Los Hermanos, “deixa assim como está, sereno.” – mais uma vez. Mais uma tentativa fracassada que termina em brigas e mais brigas, acusações, lágrimas e telefone batido na cara. De quem são as culpas? Ah, a essa altura do campeonato já nem sei mais. A culpa foi minha, foi sua, nossa. É, foi bom. Foi muito bom aquele tempo em que a gente era feliz. Nosso ‘amor grude’ que acabou durando mais que o normal, duramos mais do que apostaram na gente. Hoje você perde a compostura e eu, a paciência. Ouço o que não mereço e digo o que já não tem necessidade. Se pra você nada valeu a pena só porque acabou, então você não sabe mesmo o que é amar de verdade. E lá na frente, talvez, você entenda o porquê da minha descrença, o motivo do meu cansaço. Aí voc...

(des)encontros de amor

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É sempre assim. João ama Maria, que ama o Sérgio, que ama Juliana, que ama Paulo, que é gay e ama o Pedro. Mas, Pedro é hetero e ama Mariana, que ama Renato, que ama a Júlia, que ama o rapaz lá da esquina, que não ama, mas deseja muito a moça lá do caixa do supermercado, que ama um Joaquim, que ama Lúcia, que ama o vendedor da livraria e coleciona livros que nunca leu. O vendedor de livros ama Sofia, que ama André, que ama Paula, que ama José, que ama a moça da padaria e sonha em pedir outra coisa ao invés do de sempre: ‘Pão francês, por favor’. A moça que vende pães ama o Antonio, que ama Joaquina, que ama Artur, que ama sua professora de Literatura, que ama os filhos e o marido, que ama a amante, que ama de verdade o borracheiro da rua de cima. O borracheiro ama a mulher do calendário, que ama o Flávio, que ama a Lívia, que ama Rogério, que ama a patricinha metida, que ama seu cachorro e o Gustavo, que ama a Giovana, que ama seu melhor amigo, que ama a ex-namorada, que ama compras e...

Das bobices dele - e minhas

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Eu sei que quando eu te olho você nem imagina quantas voltas eu dou sem sair do lugar. Eu sei que você não sabe o quanto eu penso em você e por quantos mundos passeio enquanto observo seus ombros largos. Eu sei que você não sabe o que eu vejo nos seus olhos quando os nossos olhares se encontram. Já reparou? É meio estranho, meio profundo, meio tímido, meio íntimo - me sinto nua, te sinto perto, tua. Eu sei que você não sabe o quanto eu acho linda a sua risada – meio boba, meio inocente, meio idiota, sem pretensão. Você é tão natural, e eu fico toda boba. Adoro quando você faz cara de perdido e eu tento te achar. Você não sabe, mas eu sei como bate o meu coração quando você passa do meu lado. E quando você me diz dos seus inúmeros problemas com as mulheres e que não consegue conquistar nenhuma delas sinto vontade de te dizer tudo que estou escrevendo agora e muito mais, sinto vontade de dizer que você me conquistou sem nem ter tentado. Finjo que nem ligo pra você, mas reparo em todo...

Ausência

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Não sei lidar com ausências. Talvez porque sua ausência seja minha própria falta de mim. Ou talvez porque realmente você me faça falta. Da forma que for, do jeito que tiver de ser: não, não sei lidar com ausências! - Simone Oliveira

Odeio te odiar

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Eu odeio o seu jeito simpático de ser com todo mundo, a sua forma alegre e brincalhona de lidar com todas as pessoas. Odeio quando você sorri meio de canto e seus olhos brilham semicerrados. Odeio quando o vento vem e balança seus cabelos de leve em contraste com o sol. Odeio quando fala palavrão. Odeio as besteiras que você fala com seus amigos e não entendo como se divertem com tanta bobagem. Odeio as suas mentiras sinceras e sua mania de tentar consertar um erro permanecendo nele. Odeio quando você desliga o telefone na minha cara e some. Odeio quando você quer ser dono da razão. Odeio quando você tem razão. Odeio quando você faz tudo errado. Odeio quando o errado, no fim, é o certo.  Odeio seu lado torto, seu lado cafajeste e insensível. Odeio quando você não me entende e implica com o que escrevo. Odeio seu jeito desajeitado, seu passo devagar e sua forma calma de se deixar levar. Odeio quando você me faz chorar e depois pede desculpas. Odeio quando você me manda um sms às...